Actos mais-do-que-imperfeitos das Organizações Internacionais





Caros,

Recentemente veio a público que Israel prepara no momento a defesa dos seus soldados das prováveis acusações de crimes de guerra que serão “arremessadas”, por organizações internacionais, para os combatentes israelitas (conferir notícia em http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/25/e250124608.asp). Esta notícia torna clara a cada vez maior imperfeição e falta de lógica nos actos e objectivos designados das referidas e poderosas Organizações Internacionais. A sua politica fora de sentido, inútil e mais do que imperfeita, a sua forma de resolução dos problemas e os seus modos de proceder contra as imperfeições que aterrorizam o mundo actual não passam de um “abafar do problema”, de um “arremessar das culpas” para quem está mais vulnerável, de um “tapa olhos” para a opinião pública.

Segundo consta a ONU vai levantar um processo judicial contra os responsáveis pelos bombardeamentos ao edifício da ONU na área de Gaza, e claro, quem vai sentar no banco dos réus serão soldados, chefes do exercito, comandantes comandados pelo governo. Não tem qualquer lógica esta situação que se cria através de uma das maiores e melhor estruturadas (devia ser) organizações mundiais. A ONU, organização com poderes específicos e referente a países específicos tem também implicitamente um poder sobre todas as outras nações, sejam elas vinculadas á ONU ou não, tem poder suficiente para fazer “mexer” outras organizações e tornar por certo objectivos concretos. A minha pergunta e indignação vai de encontro com o facto da ONU dizer que vai acusar os soldados ao invés de acusar o país que enviou os soldados. Quem os enviou sim, efectivamente deve ser condenado pelo que se passou em Gaza. Um soldado não é mais do que um empregado, o exército é o seu trabalho, o seu emprego...o governo o seu patrão, o contribuinte, o seu financiador. O seu patrão mandou, o governo deveria ser chamado a razão. É obvio que cada soldado, ou cada comandante que chefiou esta ofensiva tem uma determinada percentagem de culpa, podiam-se afirmar objectores de consciência e não acatar as ordens que viriam de cima, do governo, e negar a tarefa que o seu patrão lhe tinha destinado. Mas eu pergunto-me, será que num país de Médio Oriente, de tradição militar tão violenta, tão radical, será que neste pais um militar objector de consciência viveria muito tempo no exército do seu país? Vivo ou morto não sei, mas não ficaria no exército com certeza, pelo que seria considerado traidor, desertor, que mais. Afastado, escorraçado do seu emprego, quando não morto ficaria na miséria. Logo a objecção de consciência não poderia ser utilizada neste caso o que invalida a culpa de um soldado e coloca o governo logicamente no banco dos réus. Culpado! É o alvo a condenar. Israel, os seus governantes e personalidades politicamente influenciadoras que de alguma maneira participaram no desenrolar desta situação, a meu ver são assassinos, violadores de leis internacionais básicas.

S into-me indignado depois de ver palestinianos serem escorraçados do seu território(seu por direito), serem engavetados em meia dúzia de kilometros quadrados e depois disto serem alvo de um 1300 assassinatos, destruição das suas infra-estruturas e de terror nas suas próprias casas…um pouco mais, teria sido uma limpeza étnica, um extermínio de um povo que teve a infelicidade de nascer palestiniano as portas de Israel.

por,

Nuno Cortez


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